Quarto dos miúdos

Eu, a maternidade, o isolamento e a guarda partilhada

 

O tempo voa.

Fechada em casa ou na rua em liberdade, se não souber o que quero fazer com ele, vai fugir-me entre os dedos da mão.

Desde o dia 9 de Março até ao dia 20 de Abril vivi sozinha o meu isolamento.

Olhando, em cada dia, antes de adormecer para o que em 2018 recebi das minhas filhas no Dia da Mãe. Recordando a mãe que escolhi ser. Relembrando porque escolhi ser assim. Conectando os valores e a vida que decidi viver. Certa que quero ser uma “fazedora de paz” e contribuindo naquilo que de mim depender para o equilibrio das suas vidas, aceitei o isolamento que me calhou. Vivido em harmonia.

Centrada no aqui e agora. No que tenho. No que sou. Relendo a frase que trago no meu telemóvel (“A solução de muitos problemas está no ardor da missão”, P. J.K.). Procurando o sentido e o propósito do meu isolamento, fui produzindo, em conjunto com a minha companheira de caminhada, um conjunto de entrevistas sobre temas variados para com os pais partilhar:

Hoje foi o dia de dar voz  à ideia “Sinto falta dos meus filhos ou sinto falta de estar sem eles?” desta vez com a Marta Moncacha, com quem gosto de conversar sobre estas coisas.

Após quatro dias de vida partilhada com a minha filha mais nova, tudo continua a fazer muito sentido: a minha maternidade, a mãe que escolhi ser, o isolamento solitário que vivi, as entrevistas que construi, a missão de inspirar os pais e as mães nas escolhas que fazem…

Feliz. Grata.

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