Cozinha

Ainda a propósito do Dia Internacional da Mulher…

No Dia Internacional da Mulher estive a 250 quilómetros casa. Numa terra onde vivi a maioria dos verões da minha infância. Passei o dia a fazer o que gosto – a partilhar com outros profissionais como podem apoiar pais e mães a viver mais plenamente, utilizando o Coaching Parental. Foi um privilégio nesse dia poder ir olhando pela janela da sala onde me encontrava a dar formação e recordar-me da menina que fui, das vezes em que ali vinha (aquele mesmo local) de mão dada com a minha avó Maria, para vir buscar mercearias lá para casa.

Nesse dia fui presenteada com flores. Nesse dia (e nos que se seguiram) olhei para dentro de mim, para a mulher que sou. Ouvi na televisão e na rádio, li nos jornais sobre a importância dos direitos e das oportunidades iguais para mulheres e homens. Falava-se do direito de voto, do direito ao trabalho fora de casa e muito mais. E eu, dei por mim a pensar: “E onde ficou o direito das mulheres poderem trabalhar em casa? Trabalhar, quero dizer, cuidar da casa – ir às compras, cozinhar, cuidar da roupa (coser, lavar, passar a ferro), arrumar, limpar… Onde ficou o direito das mulheres poderem escolher esse trabalho (a tempo inteiro ou em part time) e por ele serem remuneradas?”

Porque por muito estranho que pareça, eu sou dessas, das que reclamo esse direito. Porque por muito estranho que possa parecer, quando posso fazer esse trabalho recupero equilíbrio e encontro harmonia.

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