Quarto

Como manter o equilíbrio mesmo quando a vida teima em desencaminhar-nos

equilibrio

Se há alturas em que a vida nos corre de feição, há outras em que todos os ventos parecem estar a desfavor.

A procura do equilíbrio tem sido uma constante na minha vida. Existem quase sempre dois lados da moeda, em tensão: família vs trabalho, viver com stress vs viver tranquilamentefilhos vs espaço pessoal, amigos vs vida mais solitária, exercício físico vs ficar parada, comer com prazer vs  comer saudável, cuidar de mim vs ser desleixada, amar vs ser amada…

Quando olho à volta, reparo que não sou única nesta busca de equilíbrio. Nos  últimos tempos fiz muitas aprendizagens que hoje me permitem manter o equilíbrio mesmo quando a vida teima em desencaminhar-me. E, porque me deixam mais feliz e tranquila quero partilhá-los.

  1. É impossível viver sempre em equilíbrio. O desequilibro faz parte da vida. Desinstala-nos. Faz-nos caminhar, questionando o que temos e o que fazemos em modo de piloto automático. Olhar para o desequilibro como parte integrante da vida e o outro lado da moeda (tal como o dia e a noite, o quente e o frio, a alegria e a tristeza…), permite-nos um novo olhar. Mais aceitante. Muitas vezes encaro os desequilíbrios utilizando a imagem do carro que sai para a berma mas que, estando atento, o condutor consegue po-lo de novo na estrada certa, aquela que quer percorrer.
  2. Prevenir, por vezes, é possível. Se na nossa rotina tivermos momentos de pausa e procurarmos estar atentos aos sinais, por vezes conseguimos prevenir grandes desequilíbrios (ou minimizar as consequências mais negativas que eles possam ter). Penso em coisas simples. A semana que os miúdos estão comigo é muito desafiante – acordo mais cedo, é mais fácil descuidar na alimentação porque tenho que cozinhar para todos, sou chamada a dar atenção a três pessoas muito diferentes, há o leva e trás das actividades… Por isso, nessas semanas sei que é fundamental ir parando e agradecendo o que tenho, colocar religiosamente um alarme que me lembre que tenho que ir dormir mais cedo, fazer uma ementa para as minhas refeições (e não só para as deles!)… Mas sobretudo aprendi que estar atenta aos meus limites e respeitá-los é o que faz toda a diferença.
  3. Nutrir e ser nutrida. Alimentar-me com amor, fazendo comidas reconfortantes, que me sabem bem e que me aconchegam. Pedir ajuda – o que para mim significa cuidar de mim e deixar que cuidem de mim. Pode ser aceitar uma boleia para um dos miúdos,  aceitar uma refeição congelada que alguém me quer dar. Pode ser pedir aos miúdos que dêem uma ajuda extra ou simplesmente ficarmos todos juntos, sem fazer nada, só a saborear a casa e o amor que paira no ar.

Viver semana sim, semana não com os miúdos é, de certa forma, um equilíbrio – desequilíbrio. Aprendi a prevenir nas semanas que estão comigo e a nutrir-me com mais intensidade nas semanas que não estão. A amizade traduzida em caminhadas, telefonemas, lanches, almoços e muito mais tem-se revelado um excelente combustível.

A vida desencaminha-nos de muitas formas. Com coisas boas e más (o nascimento de um filho, um trabalho novo, uma doença, uma mudança de casa, uma viagem…). Tudo faz parte. E, em cada dia que começa, temos a oportunidade de recomeçar. Um novo equilíbrio.

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